As autoridades de saúde brasileiras reforçaram o alerta para o consumo de bebidas alcoólicas de origem desconhecida após a confirmação de 13 casos de intoxicação por metanol em 2026. Além dos casos já confirmados, outros 22 seguem sob investigação em diferentes regiões do país.
O metanol é um álcool utilizado em processos industriais e não pode ser consumido por seres humanos. Quando presente em bebidas adulteradas, a substância pode causar sintomas graves como náuseas, tontura, dores intensas, perda da visão, danos neurológicos e até a morte.

Fotos mostram Guilherme antes e depois da intoxicação na Grande São Paulo; vítima morreu em SP no domingo — Foto: Arquivo pessoal
Segundo especialistas, os consumidores devem redobrar a atenção ao adquirir bebidas alcoólicas, especialmente produtos vendidos sem procedência clara ou com preços muito abaixo do mercado. Rótulos mal colados, embalagens danificadas, tampas violadas e garrafas reutilizadas são alguns dos sinais que podem indicar adulteração.
O estado de São Paulo concentra parte significativa das investigações realizadas nos últimos meses. Operações das autoridades já identificaram fábricas clandestinas e esquemas de falsificação de bebidas, resultando em prisões e apreensões de produtos suspeitos.
Como se proteger
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:
- Comprar bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis;
- Verificar a integridade da embalagem e do lacre;
- Desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado;
- Evitar consumir bebidas de origem desconhecida;
- Procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas após o consumo.
Atenção redobrada em bares e eventos
Com a chegada de eventos, festas e encontros sociais, as autoridades reforçam a importância da fiscalização por parte de bares, restaurantes, distribuidoras e organizadores de eventos. A comercialização de produtos falsificados representa um risco grave à saúde pública e pode ter consequências fatais.
A recomendação é simples: ao menor sinal de irregularidade, não consuma a bebida e denuncie aos órgãos competentes.
A segurança começa pela procedência do produto.






